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Torta “Fada” de limão

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Essa é uma tradução livre da “Fairy Lemon Tart” do Livro The Joy of Cooking [1931]. É uma torta leve e bem fofinha. Não leva creme de leite nem leite condensado, então engorda mas engorda menos ;).

Ingredientes:

Base para uma torta grande ou duas pequenas.
2 colheres de chá de gelatina sem sabor
1/3 de xícara de água gelada
4 ovos separados
Raspas e suco de um limão grande
1 1/8 xícara de açúcar

Colocar a gelatina na água gelada;
Levar 4 gemas batidas a banho-maria, adicionar o suco e as raspas de limão e o açúcar;
Continuar mexendo até cozinhar as gemas até o caldo ficar homogêneo e mais grosso;
Adicionar a gelatina e deixar a mistura descansar;
Bater as claras em neve bem firme e adicionar a mistura bem delicadamente;
Agora basta colocar essa receita na massa de torta já assada e deixar na geladeira por algumas horas.

Fica muito gostoso e levinho, mas aconselho que coma logo no mesmo dia ou no dia seguinte no máximo. Depois disso começa a ficar meio borrachuda.
Também é legal servir com chantilly por cima!

Aproveitem!

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Minha experiência com Fiambre / Spam

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Oi pessoal!

Nesse post vou descrever a minha experiencia comendo Fiambre…

Tudo começa com este anuncio:

swift apresuntada 1944 a vida domestica fevereiro

Durante a Segunda Guerra Mundial, a carne ficou muuuito escassa, logo cara. Isso porque o Brasil estava ajudando no esforço de guerra, exportando a carne para os aliados. Assim, houve um racionamento de algumas comidas aqui, a exemplo de outros países mais envolvidos na guerra, que estavam em uma situação bem pior que a nossa (e precisava de fiambre ainda mais que a gente, pobres pessoas!).

Só numa situação dessas mesmo que eu comeria isso de novo. porque olha… o trauma foi grande! hahaha

Pra quem não sabe, o nome inglês dessa “carne” enlatada deu nome a uma das coisas mais irritantes do mundo cibernético: SPAM. Reza a lenda que esses e-mails ganharam este nome porque eram como o fiambre que vinha nas cestas de natal das empresas  no final do ano (numa época em que a guerra já tinha passado há algumas gerações e quase ninguém mais precisava de Spam, obrigada): bem inoportunas e desnecessárias.

Aí eu penso: aaaah gente, não vamos exagerar, não pode ser tao ruim assim. isso deve ser coisa de gente fresca que nem moela come… Resolvi procurar e encontrei num mercadinho perto do meu trabalho.wpid-20150604_120606.jpg

1. Parece que ninguém mudou a embalagem desde a guerra (não estou reclamando, na verdade eu achei maravilhosa a chavinha!)

2. Quando eu abri o negocio é que eu vi o tamanho da cilada em que eu estava me metendo. Tinha cara E jeito de comida de cachorro (ainda não estou reclamando, juro).

3. Agora é a parte que eu reclamo de verdade. Eu realmente esperava que fosse mais durinho e que saísse inteiro da lata. Igual no anuncio. Mas não. É tipo um patê de todo tipo possível de carne prensado. e eu odeio patê com todas as minhas forcas. Nessa hora eu perdi a coragem.

wpid-20150604_122310.jpgA sorte é que meu namorado tinha feito um pão russo de batata (alias, tava maravilhoso, valeu mozão!), que ajudou bastante. Ah, e ele comeu primeiro. Sem morrer. Isso também ajudou muito.

4. O que você faz pra melhorar o gosto (ou a textura, o que foi o que realmente me incomodou) de uma coisa intragável? Eu frito. Ainda mais porque foi isso que eu vi num documentário da BBC, de pessoas que ficaram um ano vivendo posso nos tempos da guerra. Achei que era muito esperta. Mas não melhorou muito não…

No fim eu acabei não comendo quase nada. Meu namorado que é mais forte (e estava com mais fome) até aceitou bem, então pode ser só frescura minha. O sabor na verdade não é tao ruim.

Na verdade disso tudo pra mim o mais interessante pra mim é que ainda fazem fiambre ainda nos dias de hoje. Valeu muito a experiencia! Mas não recomendo pra quem é chato pra comer.

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Panettone di Natale (1930s)

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Natal não é Natal se não tiver Panetone!

Essa receita é da revista Los Angeles Times, sendo apresentada juntos com outras receitas estrangeiras para inovar o Natal americano.

Se a moda pegou lá, isso eu não sei. Mas aqui, o Panetone já é uma tradição de Natal ha bastante tempo, fruto da imigração italiana e desse nosso jeito de incorporar sempre um pouco da cultura de outros povos para enriquecer a nossa.

Ingredientes:

1/2 quadradinho de fermento biológico fresco
1 col. (chá) açúcar
1/4 xícara de leite morno

1 xícara de manteiga
11 colheres (chá) açúcar
2 ovos
leite
1/2 colher (chá) sal
3 xícaras farinha de trigo
2 col. (chá) limão cristalizado
1/4 xícara uvas passas
2 col. (sopa) casca de laranja cristalizada

Método:

Juntar os ingredientes do primeiro grupo para diluir e ativar o fermento.
Fazer um creme da manteiga com o açúcar.
Bater os ovos.
Juntar a farinha e o sal à mistura de manteiga. Por as frutas cristalizadas na mistura. Adicionar os ovos.
Quando estiver uma massa homogênea, adicionar o fermento.
Cobrir e deixar crescer durante toda a noite.
Levar ao forno médio por uma hora.

Quando fiz pela primeira vez, a mistura ficou quase tao líquida quanto uma massa de bolo. Achei estranho mas fiz de acordo com o texto. Não deu certo. Ficou até gostoso, mas a massa que cresceu murchou todinha dentro forno.
Dessa vez fui adicionando farinha até ficar mais parecida com uma massa de pão mesmo.

Como não tenho forma especifica para panetone, assei numa panela, pra ele ficar com o formato mais parecido:

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Espero que gostem e que os seus deem certo de primeira!

 

fonte: “Foreign Dainties Add to Christmas Menu,” Lona Gilbert, Los Angeles Times, 1937