0

Confeitaria em Campinas (anos 1920)

Pelo menos esse pão a gente tem certeza que não foi o Diabo que amassou…

i0000004-2alt001839lar001360largori004574altori006184

Anúncios
0

Muffins de milho (1940s)

wpid-20150902_175336.jpg

Bom dia!

Tudo bem?

Hoje estou postando uma receita que não é doce e nem exatamente salgada. Pelo nome eu imaginei que seria um bolinho, mas na verdade eles ficam como se fossem pequenas broinhas. É o tipo de receita excelente pra levar pra um piquenique (já que a primavera está chegando por ai!), já que vem em unidades individuais.

RECEITA:

Ingredientes

  • 1 de xícara de fubá
  • 1 1/2  xícara de farinha de trigo
  • 3 colheres (chá) de fermento químico
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 ovo batido
  • 1 xícara de leite
  • 4 colheres (sopa) de óleo

Método:

  1. Juntar todos os ingredientes secos e misturar;
  2. Adicionar todos os outros ingredientes também já misturados;
  3. Misturar à mão (não bater) por alguns minutos até a mistura ficar bem homogênea;
  4. Por na forma de muffins e levar ao forno médio por pelo menos 25 minutos.

Minha mãe deu a ideia maravilhosa de cortar um quadradinho de queijo minas e colocar dentro de cada muffin antes de ir pro forno. Fica ótimo, com o queijo derretidinho!!!

É só isso por hoje! Bom fim de semana!!! xx

0

Panettone di Natale (1930s)

DSC00288

Natal não é Natal se não tiver Panetone!

Essa receita é da revista Los Angeles Times, sendo apresentada juntos com outras receitas estrangeiras para inovar o Natal americano.

Se a moda pegou lá, isso eu não sei. Mas aqui, o Panetone já é uma tradição de Natal ha bastante tempo, fruto da imigração italiana e desse nosso jeito de incorporar sempre um pouco da cultura de outros povos para enriquecer a nossa.

Ingredientes:

1/2 quadradinho de fermento biológico fresco
1 col. (chá) açúcar
1/4 xícara de leite morno

1 xícara de manteiga
11 colheres (chá) açúcar
2 ovos
leite
1/2 colher (chá) sal
3 xícaras farinha de trigo
2 col. (chá) limão cristalizado
1/4 xícara uvas passas
2 col. (sopa) casca de laranja cristalizada

Método:

Juntar os ingredientes do primeiro grupo para diluir e ativar o fermento.
Fazer um creme da manteiga com o açúcar.
Bater os ovos.
Juntar a farinha e o sal à mistura de manteiga. Por as frutas cristalizadas na mistura. Adicionar os ovos.
Quando estiver uma massa homogênea, adicionar o fermento.
Cobrir e deixar crescer durante toda a noite.
Levar ao forno médio por uma hora.

Quando fiz pela primeira vez, a mistura ficou quase tao líquida quanto uma massa de bolo. Achei estranho mas fiz de acordo com o texto. Não deu certo. Ficou até gostoso, mas a massa que cresceu murchou todinha dentro forno.
Dessa vez fui adicionando farinha até ficar mais parecida com uma massa de pão mesmo.

Como não tenho forma especifica para panetone, assei numa panela, pra ele ficar com o formato mais parecido:

DSC00282

 

Espero que gostem e que os seus deem certo de primeira!

 

fonte: “Foreign Dainties Add to Christmas Menu,” Lona Gilbert, Los Angeles Times, 1937

 

0

Scones (1874)

DSC00241

Scones são pãezinhos que os britânicos costumam comer com geleia ou um pouquinho de manteiga. Costumam atribuir sua origem ao País de Gales.
As receitas de hoje ainda se assemelham às do século XIX.
Com a invenção do fermento químico eles passaram a ser uma forma das pessoas que já não tinham mais tanto tempo para cozinhar poderem comer pão (pois não teriam que esperar que o pão descanse antes de levar ao forno).

Até hoje ainda são feitos com fermento químico em vez do biológico, com o qual estamos mais acostumados a fazer pão.

A receita abaixo é de 1874:

1/2 colher de fermento químico
140gr de manteiga
280gr de farinha de trigo
1 pitada de sal
140ml de água morna

Dissolver o fermento e a manteiga na água.
Misturar a farinha com o sal.
Juntar as duas misturas e amassar bem. A massa fica bem lisinha rápido. É muito prático.

Depois disso é só fazer bolinhas de mais ou menos uns 2-3 cms e levar ao forno por 15-20 minutos. Pra variar, não dizem se a temperatura deve estar alta ou não…

Eles tem um gosto bem particular por causa do fermento. Os que estão na foto eu fiz com bicarbonato de sódio.

O ideal é come-los enquanto ainda estão bem quentinhos e frescos!

fonte: Cassell’s Dictionary of Cookery (p. 842), 1874

2

Brioche (1806)

??????????

Parece pão, mas não é! E porque não é? Oras, porque tem uma tonelada de manteiga na massa dele!!!

“Qu’ils mangent de la brioche”. A famosa frase atribuída a Maria Antonieta foi cunhada por Jean-Jacques Rousseau em sua autobiografia. Sendo perguntada o que fazer, pois o povo já não tinha mais pão para comer, uma certa princesa teria disparado a solução mais descabida possível: “que comam brioches”! Sendo uma receita considerada um luxo pela quantidade de manteiga usada, é de se imaginar que aqueles que leram as “Confessions” de Rousseau ficaram revoltados com a falta de noção e ligaram logo à rainha (e acho que todos sabem como essa história terminou alguns anos depois).


Essa receita é de 1806, mais de dez anos depois da morte de Mª Antonieta, mas foi a receita mais próxima, já que procurando em livros mais antigos não consegui encontrar nada. Caso eu encontre algo mais próximo com certeza vou postar.

O processo todo é bem demorado. Se quiser o brioche pronto na quinta, comece na quarta (de preferencia de manhã).

Ingredientes:

500gr de farinha (separe um quarto para a pâte fermenté);
250gr de manteiga*
10g de fermento;
4 ovos

Pâte fermenté
Serve mais para dar um aroma ao pão.
Misturam-se os 120gr de farinha com uma xícara d’água e deixa-se descansar por algumas horas (na receita são 6, eu só esperei 4 porque não tinha tempo).

Quando pronta, misture-a com todos os outros ingredientes. Deixe a massa descansar durante a noite.

No dia seguinte, é só por em um molde, se tiver, e levar a forno médio. O meu brioche ficou uns 30 min no forno, mas a quantidade era menor. O ideal é ficar entre 40 e 50 minutos, mas isso sempre depende dos nossos fornos né!

Se estiver firme por fora e fofinho por dentro, além daquele gostinho de manteiga maravilhoso que dá vontade de comer tudo sem colocar nada, seu brioche é um sucesso!

 

fonte: Le cuisinier impérial, pág 366

https://openlibrary.org/books/ia:lecuisinierimpe00viargoog/Le_cuisinier_imp%CA%B9erial_ou_L%27art_de_faire_la_cuisine_et_la_p%C3%A2tisserie_pour_…

__________________________________
*Quanto mais pobre se era, menos manteiga se colocava. Isso fica a seu critério. Como eu me interesso pelo que as pessoas comuns comiam, usei só 1/4 da quantidade de farinha de manteiga – que é o mínimo para que ainda se considere um brioche. Mesmo assim o sabor ainda fica bem forte.